Ana Ferreira

Biografia

Ana Ferreira nasceu em Lisboa, e é licenciada em arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa “ESBAL” (1979).

Em 2012 inicia a sua carreira artística nas áreas da pintura. Expõe individualmente desde 2014 e participou em várias mostras coletivas a nível nacional e internacional, nomeadamente: “Artis 360” Arco-Madrid, “All you nedd is Art” Cordoaria Nacional, III Internacional Art Contest, Bulgária, Muestra Iberoamericana Arte – San Pedro, México, Lethes Art, SNBA salão anual sócios, Museu Abel Manta, Casa do Alentejo, Galeria Livraria Publicações Europa América, Bienal Internacional Artes Gaia, Bienal Internacional Artes Espinho, Bienal Mulheres nas Artes, Cruz Vermelha Portuguesa, Exp. Coletiva/Leilão “Arte Humanitária” dos 150 anos da CVP, FIL, 2ª edição do Festival IN, Fundación Laura Otero-Cáceres, Academia/Museu da Marinha Portuguesa, Mertolarte, Vidigueira, entre outras.

A sua obra está representada em diversas coleções particulares e institucionais nacionais e estrangeiras.

Artigos:

Livro “Arte em Movimento”;, ISBN:978-989-667-304-8 e Revista “Alentejo, nº 41, ISSN 1645-9768.

Prémios:

3º Prémio – Concurso de pintura “MertolArte” (2018), 1º Prémio – “As Chaminés Alentejanas” Casa do Alentejo (2016), Menção Honrosa – “O Mar e Motivos Marinhos” Academia da Marinha Portuguesa (2016), Menção Honrosa “Jogos Florais” Murtosa (2014) e Menção Honrosa – O Mar e Motivos Marinhos”
Academia da Marinha Portuguesa (2014).

No Paths

“De acordo com os Especialistas do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (International Panel on Climate Change (IPCC), o planeta tem apenas uma dúzia de anos para evitar um Aquecimento Global de 1,5oC, em comparação com o período pré-industrial.” (AID GLOBAL, 2018)

Face à problemática das Alterações Climáticas, surgem ao redor do globo cada vez mais artistas, que procuram através das suas práticas, integrar e fornecer uma
resposta sustentável aos desafios da contemporaneidade. No que me diz respeito, e após pesquisar sobre o assunto, descobri há cerca de dois anos, novos suportes provenientes da reciclagem, meios visuais interessantes para transmitir o tema da cidade (que desde sempre me tem acompanhado) e que proporcionam atitudes de reflexão sobre a sustentabilidade da nossa sociedade, baseada no consumo.

O trabalho agora apresentado a concurso, intitulado “No Paths”, é um desenho construído com a utilização de um perfurador sobre cartão canelado de uma embalagem, que utilizei anteriormente na proteção do meu pavimento de madeira, durante as obras de construção civil, no meu apartamento. O trabalho pretende questionar os caminhos e descaminhos seguidos pelas cúpulas das nossas sociedades, em relação às alterações climáticas (COPP27).

O desenho/objeto que construí, assemelha-se a uma grande passadeira realizada com 5 peças, atadas com cordéis umas às outras, com um total de 10m de comprimento e 0,450m de altura, onde se encontram reproduzidos, diferentes desenhos da calçada portuguesa. A peça pretende propor paralelo com a ideia de que a união de diferentes (e frágeis) caminhos podem ser a nossa única e verdadeira alternativa.

Uma postura de esperança? Talvez…

Ficha Técnica

Tipo – Desenho/Objeto
Técnica – Desenho construído com a utilização de um prefurador sobre cartão canelado
Dimensões – 1000×45×0.3cm