Fábio Colaço

Biografia

Fábio Colaço (1995) nasceu em Lisboa onde atualmente vive e trabalha.

Estudou Escultura, Performance e Instalação na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e na Academia de Belas-Artes de Munique.

Desde 2015, participa regularmente em exposições individuais e coletivas, destacando-se: (2022) “MACE 15 Anos – Aqui Somos Rede”, Museu de Arte Contemporânea de Elvas, Elvas, PT; (2022) “Just Believe”, Uma Lulik Contemporary Art, Lisboa, PT; (2020) “One Million”, Appleton, Lisboa, PT; (2020) “Trabalho Capital # Greve Geral”, curadoria de Paulo Mendes, Centro de Arte Oliva, São João da Madeira, PT; (2020) “5 Años de Atelier Solar”, curadoria de Alejandro Alonso Moro, Cruce, Madrid, ES; (2019) “Prémio Arte Jovem Fundação Millennium BCP”, Centro Português de Serigrafia, Lisboa, PT; (2019) “I Will Take the Risk”, curadoria de Carolina Trigueiros e Tomaz Hipólito, Azan, Lisboa, PT; (2018) “Where Plato Taught”, curadoria de Christian Jankowski, Franzensfeste/Fortezza, Bolzano, IT; (2018) “Jahresausstellung”, Akademie der Bildenden Künst, Munique, DE; (2017) “Ciclo do Liminar #9”, Zaratan – Arte Contemporânea, Lisboa, PT; (2016) “in possível – com n… entrar na possibilidade”, Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, Açores, PT.

Em 2016, foi nomeado para o “Prémio Artes e Talentos”, o vencedor do “Prémio Revelação D. Fernando II”em 2017, e, mais recentemente, em 2019, o vencedor do “Prémio Arte Jovem Fundação Millennium BCP”.

Climate Holocaust

As alterações climáticas são a maior ameaça ambiental do século XXI, com efeitos nefastos e transversais a diversas áreas da sociedade, pois constituem uma das nossas maiores ameaças ambientais, sociais e económicas.

“Climate Holocaust” é uma obra que reflete precisamente sobre essa problemática. A frase que dá forma e título à peça, parte da reprodução em néon de cor branca, de um graffiti de autor desconhecido, largamente disseminado pelas ruas de várias cidades do mundo de forma reativa, perante as fragilidades ambientais decorrentes das alterações climáticas.

Contrariando a lógica efémera de uma mensagem escrita nas paredes de espaços públicos, esta obra tem a intenção de eternizar um slogan de protesto, e faze-lo assim, perdurar e reativar no tempo, de forma permanente.

Dependendo do contexto e da hora do dia em que é vista, esta obra ganha também outras leituras e significados: uma legenda da paisagem, uma realidade em mutação, um dogma, ou qualquer uma outra que o espetador adicione através do enquadramento que as suas referências pessoais suscitem.

Ficha Técnica

Tipo – Escultura
Técnica – Néon
Dimensões – 200x80x4 cm