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A Divina Comédia de Salvador Dalí

17/06/2015 a 20/09/2015

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No ano em que se assinalaram os 750 anos do nascimento de Dante Alighieri, o Centro Colombo recebeu uma exposição de gravuras originais de Salvador Dalí que ilustraram a viagem da vida humana no Além.

A exposição “A Divina Comédia de Salvador Dali” reuniu cem gravuras do artista espanhol (1904-1989), inspiradas na obra de Dante Alighieri “A Divina Comédia”. Este trabalho constituiu uma viagem através das bem conhecidas formas de expressão do mestre: o símbolo, a alusão, o exotismo, a magia e a alegoria, que habitam uma obra independente. Uma viagem que se afirmou para lá daquilo que a nossa imaginação consegue recriar a partir da obra literária.

Salvador Dalí trabalhou entre 1950 e 1959 na realização da série, composta por 100 gravuras a cores, cuja publicação, a cargo da editora parisiense Les Heures Claires, ocorreu em 1960. Foi precisamente neste período que Dalí refletiu ativamente sobre a praxis artística e a sua relação com a literatura e as teorias filosóficas e históricas.

Dalí interpretou a “Divina Comédia” como uma espécie de viagem tripartida na qual reflete aspetos distintos da sua carreira. O início dessa viagem, no Inferno, revela aquelas referências oníricas que são típicas do universo surrealista de Dalí. É o momento onde se vivencia uma experiência mais sombria e penosa e as angústias do ser humano.

“A minha única diferença em relação a um homem louco é que eu não sou louco!”

Salvador Dalí

Num segundo momento, Dalí explora o mundo do subconsciente, mostrando como pensou a dimensão intermédia do Purgatório enquanto espaço de transição, colocando em evidência as dúvidas do Homem. Aqui adquirem particular destaque vários elementos iconográficos e simbólicos como muletas, cabeças ou corpos moles.

O último momento da série, o Paraíso, apresenta traços da fase mística de Dalí, com imagens mais calmas, serenas e equilibradas. Será nas 33 gravuras dedicadas ao Paraíso que a paixão que Dali teve por Gala, sua mulher, musa e modelo, surge de forma mais intensa, acabando Beatriz - personagem da obra literária pela qual Dante nutre um amor platónico - por receber os contornos faciais e de silhueta claramente reconhecíveis de Gala.

Para inovar o conceito tradicional que sustenta as tradicionais mostras de Arte, o pavilhão expositivo que albergou a exposição “A Divina Comédia de Salvador Dalí” contemplou uma instalação interativa. Ao longo das 9 salas do pavilhão (3 salas representativas do Inferno, 3 do Purgatório e 3 do Paraíso), existiram 3 monitores (1 monitor por área) equipados com sensores que detetavam o movimento dos visitantes, nos quais atores portugueses devidamente caracterizados - Ana Padrão (Beatriz-Gala), Fernando Ferrão (Dante Alighieri, o autor da obra) e Afonso Melo (Salvador Dalí) –apareceram e explicaram a obra aos visitantes. Esta explicação só se iniciava à medida que o visitante se aproximava do ecrã, criando assim um efeito surpresa e de interação.


O termômetro do sucesso é apenas a inveja dos descontentes.


Salvador Dalí

Biografia

Com o nome de batismo de Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech, o mais importante e conhecido artista plástico (pintor e escultor) surrealista espanhol, nasceu a 11 de maio de 1904, na cidade de Figueres (Catalunha).

Dalí demonstrou, desde tenra idade, um grande interesse pelas artes plásticas. No ano de 1921, entrou para a Escola de Belas Artes de São Fernando (Madrid), tendo sido expulso em 1926 por rebeldia, afirmando que ninguém era suficientemente competente para o avaliar. Esta foi uma fase em que conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos como Luis Bruñel, Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca.

Em 1929, em Paris, conheceu Pablo Picasso, artista que muito o influenciou, tendo em 1930 integrado o movimento artístico conhecido como surrealismo. O artista foi expulso do movimento surrealista em 1939 por motivos políticos, alegando que o artista seria muito comercial.

No entanto, a década de 1930 mostrou-se como um período de grande produção artística para Salvador Dali. O artista representava imagens do cotidiano de uma forma inesperada e surpreendente, com recurso a cores vivas, luminosidade e brilho, caraterísticas marcantes do estilo artístico de Dalí. Também Freud influenciou muito o trabalho do artista neste período, sendo uma de suas obras mais conhecidas desta fase “A persistência da Memória”, que mostra um relógio a derreter.

Em 1934, Dalí casou-se com uma imigrante russa chamada Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala – sua musa, influência e maior inspiração das suas obras.  Oito anos mais tarde foram morar nos Estados Unidos, país em que permaneceram até 1948, regressando à Catalunha em 1949, onde Dalí viveu até o final de sua vida.

Após a morte do amor de sua vida, Gala, em 1982, Dalí chegou a afirmar que “Sem Gala não sou Dalí”, entrando a partir desse momento em profunda tristeza e depressão, deixando de lado toda a sua produção artística. A 23 de janeiro de 1989, Dalí morreu na sua cidade Natal, de pneumonia e paragem cardíaca.

Conheça algumas imagens da Exposição

Concerto Cuca Roseta

No âmbito do encerramento da exposição e para comemorar o Dia Mundial da Música (1 de outubro), Cuca Roseta foi convidada para dar um concerto na Praça central do Centro Colombo.

Partindo da exposição “A Divina Comédia de Salvador Dalí”, a artista construiu um concerto que espelhou a sua própria interpretação desta temática, o que se refletiu no surgimento de três blocos distintos – com quatro músicas em cada um – num retrato musical do Inferno, Purgatório e Paraíso, que pretenderam  transportar o público para cada um destes universos fictícios.

Cuca Roseta percorreu os vários mundos dentro do mesmo concerto, como se estivesse a passar por cada um deles: a música clássica esteve presente no Paraíso, pela sua cadência e beleza melódica; o fado acompanhou o Purgatório, pela indecisão temática e a exaltação da alma; por fim, o estilo pop ilustrou o Inferno, por ser mais forte e musicalmente mais intenso.

Questionada sobre qual o maior desafio desta sua criação musical, a artista comentou: “penso que o maior desafio será o final, ver as peças todas juntas no terreno. Cada bloco musical é surpreendente e sinto que dei mais de mim em mundos que não conheço. Será fascinante transportar tudo para a imensidão da Praça Central do Centro Colombo.”

Este espetáculo contou com a participação especial do pianista Júlio Resende – músico que tem merecido rasgados elogios nacional e internacionalmente – e contou com a participação de músicos bastante reconhecidos nas áreas do Fado, Música Clássica e Pop/Rock.

A coreografia dos 5 bailarinos que acompanharam a interpretação de Cuca Roseta foi dirigida por Pedro Borralho – que já colaborou com programas como Dança Comigo (RTP1), Achas que Sabes Dançar (SIC) e Dança com as Estrelas (TVI).

A DIVINA COMÉDIA PELOS NOSSOS VISITANTES

Durante a exposição “A Divina Comédia de Salvador Dalí” os visitantes do Centro Colombo foram desafiados, à semelhança do artista, a fazer a sua própria reinterpretação da Divina Comédia de Dante.

O Concurso recebeu mais de 950 participações. Foram escolhidos os 30 desenhos que mais se destacaram em termos artísticos, tendo sido, posteriormente, expostos no Piso 1 do Centro Colombo.

Número de Visitantes

Mais de 182.000 pessoas (em 3 meses de exposição).

Ficha Técnica

ORGANIZAÇÃO: Sonae Sierra / Centro Colombo

CURADORIA: State of The Art

EMBAIXADORA: Maria Gabriela Canavilhas

CONSULTOR CULTURAL: Salvato Teles de Menezes

CONCEITO & PRODUÇÃO: State of the Art

PROJETO DE ARQUITETURA: LIKEarchitects

AGRADECIMENTOS: Embaixada da Espanha em Portugal, Embaixada da Itália em Portugal, Escola Profissional de Teatro de Cascais, Jesús Rodríguez,

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