20 anos FNAC. Ainda se lembra da primeira loja?

Passar horas a ouvir as últimas novidades de discos que chegavam a Portugal, ter uma zona de leitura para descobrir os mais recentes talentos da literatura, poesia ou ficção, espreitar uma vasta seleção de material informático – tudo num único (e amplo) espaço – pode parecer hoje totalmente banal, mas até a FNAC chegar ao nosso país, tudo isto não passava de um sonho.

Há um antes e um depois do dia 28 de fevereiro de 1998. Exatamente nessa data, abria no Colombo a primeira FNAC do país. Jorge Silva, diretor da loja, relembra os primeiros tempos de um espaço que chegou com uma proposta completamente diferente do que o público conhecia até então. “Em 1998, as pessoas iam à procura de acesso livre à cultura, uma vez que não estavam habituadas a ouvir um disco ou mesmo a folhear um livro antes de o comprar e isto surpreendeu completamente toda a gente”.

Mas não era só o livre acesso a produtos e serviços que chamou a atenção, a qualidade do atendimento foi sempre uma tónica importante. “Os nossos funcionários, a partir de um refrão de uma música ou de uma citação, conseguiam facilmente chegar ao álbum ou ao livro que as pessoas andavam à procura. Sempre tivemos profissionais altamente qualificados que rapidamente conseguiam – e conseguem – ajudar quem nos procura”, recorda Jorge Silva acerca dos primeiros tempos da FNAC Colombo, que pode recordar nas fotos de arquivo na nossa galeria.

Mas a chegada da FNAC a Portugal atirou uma terceira pedrada no charco da cultura. De repente, artistas e público estavam juntos em concertos, lançamentos de livros, apresentação de novos produtos – tudo de forma gratuita e de acesso livre. Como relembra Jorge Silva, “nos anos 1990, isto não era uma coisa que acontecesse frequentemente. E a FNAC fez acontecer”.

Duas décadas depois, a marca evoluiu e modernizou-se, com a inclusão da secção de papelaria, de instrumentos musicais ou da FNAC Kids. E os olhos estão constantemente colocados nas novas gerações que “já não vêm à loja informar-se sobre o produto, vêm comprá-lo e querem tê-lo disponível imediatamente”. A compra online tem sido um sucesso junto do público mais novo, mas isso não significa que deixem de vir à FNAC do nosso Centro, pioneira da cadeia em Portugal. “O que acontece é que as pessoas compram online mas depois vêm fisicamente levantar o produto”. O que não é de estranhar. Para uma encomenda online até às 11h, a mesma pode ser levantada no mesmo dia até às 17h. Se um produto for encomendado na loja até às 17h, pode ser levantado a partir das 10h do dia seguinte. E mesmo para quem compra online, se o artigo estiver disponível, pode ir buscá-lo dentro de apenas uma hora, à loja. E claro que, estando na loja, acabam sempre por descobrir mais uma novidade. Todos os caminhos parecem mesmo ir dar à FNAC.

Ainda mais no dia28 de fevereiro, data oficial da comemoração destas duas décadas. Com a ação “20 anos, 20 concertos fora de portas”, a FNAC promove 20 atuações de 30 minutos, de norte a sul do país, em locais inesperados como mercados, universidades, transportes públicos e, claro, centros comerciais. “Neste dia de festa transpomos para as ruas do nosso país aquilo que mais gostamos de fazer todo o ano nos fóruns FNAC, promover cultura acessível, gratuita e numa lógica de proximidade entre o público e os artistas. Esta ação é, acima de tudo, a nossa homenagem e agradecimento aos artistas e aos portugueses pelos 20 anos de preferência”, explica Inês Condeço, diretora de comunicação da FNAC Portugal.

Claro que, nesta rota de concertos, o nosso Centro não podia ficar de fora: pelas 21h30, venha ao nosso Centro celebrar os 20 anos da FNAC e os 45 anos de carreira de Jorge Palma com um concerto muito especial. Estamos à sua espera!

Categorias
Cultura
Partilhar

Tudo o que precisa num único espaço