Exposição fotobiográfica de Vieira da Silva chega ao Colombo

É fã de Vieira da Silva? Esta exposição é imperdível!

Marque na sua agenda: todos os dias – até 23 de maio – são dias possíveis para apreciar de perto a “Exposição Fotobiográfica de Maria Helena Vieira da Silva,  criada pela Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva no âmbito do centenário da artista. Esta mostra fotográfica, que reúne o percurso de uma das artistas mais relevantes em Portugal, está presente na nossa Praça dos Navegantes, no Piso 0.

O percurso fotobiográfico de Maria Helena Vieira da Silva, é uma exposição com investigação do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva, com fotografias do percurso da artista, excertos de cartas que atestam alguns aspetos do seu percurso, excertos de recortes de jornais alusivos a períodos específicos da sua vida, bem como reproduções de esboços, esquiços e obras que são fundamentais no seu percurso.

Se não conhece bem a artista, nós damos-lhe alguns pormenores. Maria Helena Vieira da Silva nasceu em Lisboa. Estudou desenho, pintura e escultura em Lisboa e, em 1928, partiu para Paris para frequentar aulas de escultura e de pintura em várias academias. Em 1930 casou com o pintor Arpad Szenes, de origem húngara, e perdeu a nacionalidade portuguesa. Pintora de temas essencialmente urbanos, revela desde muito cedo preocupação com a expressão do espaço e da profundidade. Em 1932 conhece a galerista Jeanne Bucher, que desempenhou um papel decisivo na sua carreira. A ameaça da II Grande Guerra trouxe o casal a Lisboa, mas é-lhes recusada a nacionalidade portuguesa, o que os leva a partir para o Brasil, onde viveram entre 1940 e 1947. A década de 50 trouxe a Vieira da Silva inúmeras exposições importantes, em França e no estrangeiro. Em 1956, Arpad Szenes e Vieira da Silva naturalizaram-se franceses. O Estado francês adquire obras suas a partir de 1948 e atribui-lhe várias condecorações, a primeira em 1960. Vieira da Silva acumula vários prémios internacionais e, a partir de 1958, organizaram-se retrospetivas da sua obra por toda a Europa. Em Portugal, a Fundação Calouste Gulbenkian mostrou a sua obra em 1970. Em 1983, o Metropolitano de Lisboa propôs-lhe a decoração da estação da Cidade Universitária. Em 1990, em Lisboa, foi criada a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva cujo Museu, dedicado à obra dos dois pintores, abriu ao público em 1994.

Tudo isto e muito mais vai ser retratado na exposição que chega ao nosso Centro. É composta, no total, por 27 painéis de memórias e curiosidades que vale a pena ser apreciada de perto e com toda a família!

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