Face à “Vida Nua”: uma exposição a não perder!

Até finais de janeiro, há uma exposição cheia de talento sobre os tempos que vivemos. Conheça-a ao longo deste artigo.

Face à “Vida Nua” é o nome da exposição que chegou ao Museu de Arte Contemporânea com o apoio do Colombo e curadoria de Emília Tavares. Damos-lhe motivos para não a perder.

De 9 de dezembro a 23 de janeiro, poderá apreciar de perto o talento de três artistas que se inspiraram nas repercussões da pandemia por Covid-19 para se debruçarem sobre o estado de exceção que vivemos, abrindo espaços para “o direito universal à respiração”, tal como o enunciou o filósofo Achille Mbembe, como resposta a uma visão destrutiva do mundo inspirada em discursos de contágio e imunidade.

Luciana Fina, uma das artistas, apresenta-nos um filme realizado no primeiro surto pandémico deste ano, em que se confronta com a devastação da paisagem natural por especulação imobiliária, quando a pandemia parecia trazer uma nova esperança de repensar a sistémica agressão aos ecossistemas.

João Pina fotografou durante a pandemia no Brasil os habitantes de um dos mais emblemáticos edifícios modernistas de São Paulo, o Copan (1966), do arquiteto Óscar Niemeyer, que alberga cerca de 5 mil inquilinos. Nestes microcosmos da sociedade brasileira, revela-se uma complexidade social e económica endémica, mas também o mesmo desejo global de reinventar a existência.

Vasco Barata dedicou-se nos meses da pandemia à prática do desenho. Contido às dimensões físicas do seu espaço de trabalho, a dimensão deste processo criativo divaga sobre as formas híbridas que simbolicamente nos habitam hoje, orgânicas, mutantes, erráticas.

Três grandes artistas que nos darão outra perspetiva do momento que vivemos através da arte. Visite a exposição Face à “Vida Nua”!

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