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3ª Edição

Prémio A Arte Chegou ao Colombo — Na era da Inteligência Artificial

Rodrigo Gomes vence a 3.ª Edição do Prémio A Arte Chegou ao Colombo

Rodrigo Gomes é o vencedor da 3.ª Edição do Prémio A Arte Chegou ao Colombo com a obra “Simetria da Fala“.

“Simetria da Fala” é um conjunto de experiências onde dois organismos artificiais desenvolveram a capacidade de desenvolver uma proto-língua. Ao contrário da natureza competitiva em que máquinas são postas em oposição – uma prática comum em treinos conhecidos como “Adversarial Machine Learning” ou GAN’s -, neste projeto, duas máquinas foram concebidas para colaborar e trabalhar em conjunto de forma a desenvolver um meio de comunicação através da partilha.

Rodrigo Gomes é artista e docente, vive e trabalha em Lisboa. O foco do seu trabalho reside na forma como as técnicas digitais e as hipertecnologias mediais filtram a realidade e influenciam aspetos socioeconómicos no mundo.

Esta edição contou ainda com uma menção honrosa para Sofia Taipa com a obra “Sui Generis“.

“Sui generis” é um dicionário personalizado em que cada palavra recebe, em vez de um significado, uma classificação, entre 0 e 100, atribuída por um modelo de Machine Learning (ML). O dicionário reflete as (supostas) preferências da artista, previstas pelo modelo, reduzindo a complexidade humana a meras correlações estatísticas.

Sofia Taipa é uma artista multidisciplinar com uma formação dupla em Belas-Artes e Ciências Computacionais. O trabalho de Sofia questiona o papel da tecnologia na arte contemporânea, bem como a sua interseção com a materialidade. A sua prática é motivada pela curiosidade sobre a natureza da perceção, assim como temas de identidade coletiva, processos de individuação e experiências sensoriais, procurando descobrir como estes conceitos se manifestam tanto no domínio físico, como no digital.

"Prémio A Arte Chegou ao Colombo"

“A Arte Chegou ao Colombo”, um projeto pioneiro do centro comercial que nasceu, em 2011, da vontade de divulgar e promover a interação com a arte de forma livre e acessível a todos. As exposições promovidas por esta iniciativa, entre as quais se encontram “Leonardo da Vinci – Experiência de Arte Imersiva” ou “100 Anos de Nadir Afonso”, já foram visitadas por mais de 1 milhão de pessoas.

O “Prémio A Arte Chegou ao Colombo” é um prémio de aquisição, promovido pelo Centro Colombo e co-organizado pela State of the Art. As obras de arte vão ser avaliadas por um Júri constituído pelos representantes dos parceiros do Prémio: a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva (FASVS), a Fundação D. Luís I, o MAC/CCB Museu de Arte Contemporânea, o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) e o Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC).

O objetivo principal é incentivar os artistas participantes a criar uma obra de arte cujo tema é “Na era da inteligência artificial”.

O Prémio tem periodicidade bianual e está aberto a todas as modalidades de artes plásticas e visuais.

Destina-se a artistas emergentes, maiores de 18 anos, de forma individual ou organizados em grupo, portugueses ou residentes em Portugal com um trabalho expositivo não superior a 10 anos.

As candidaturas deverão ser submetidas em formato digital neste site em “participar”, mediante o preenchimento e envio do formulário de candidatura. Após a aprovação da candidatura e posterior avaliação técnica, realizada pelos organizadores, o Júri selecionará até 10 trabalhos, que serão divulgados no referido sítio da internet, nas redes sociais do Centro Colombo, assim como na Exposição de Finalistas a decorrer em 2025 no Museu de Arte Contemporânea (MNAC).

De entre os candidatos finalistas, será eleito um vencedor, cujo trabalho seja considerado uma proposta criativa e inovadora no contexto nacional e internacional.

O público terá a oportunidade de votar na sua proposta finalista favorita através do sítio da internet. Através da votação pública, apurar-se-á a proposta mais votada que terá um peso de 40% no apuramento do resultado final. O voto do júri terá um peso de 60% no apuramento do resultado final. A proposta com mais votos será considerada vencedora do Prémio.

Cada finalista selecionado, individual ou coletivo, receberá uma verba de € 1.000 (mil euros), acrescidos de IVA, para apoio à produção do trabalho e sua apresentação na exposição de finalistas.

O vencedor do Prémio receberá uma verba de €10.000 (dez mil euros), acrescida de IVA.
Tratando-se de um Prémio de Aquisição, a obra vencedora irá depois integrar a coleção de arte do Centro Colombo.

Consulte o regulamento aqui.

Faça a sua candidatura aqui.

Ver Perguntas Frequentes abaixo (FAQ).

Parceiros

 

Cronograma

16 de outubro a 27 de novembro 2024

  • Apresentação de candidaturas:
  • Início – 16 out. 2024, 00h01 GMT
  • Fim – 27 nov. 2024, 24h GMT.

10 de janeiro 2025

  • Anúncio das 10 propostas finalistas

22 de fevereiro a 24 de março 2025

  • Período de votação pública

22 de fevereiro a 30 de março 2025

  • Exposição de finalistas e deliberação do Júri

31 de março 2025

  • Anúncio da proposta vencedora

 

Júri

EMÍLIA FERREIRA

Diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea

Lisboa, 1963) Licenciada em Filosofia (FLL), é mestre e doutora em História da Arte Contemporânea (FCSH/NOVA). Historiadora de Arte, Conferencista, Curadora, Educadora pela Arte, Autora de Ficção. Desde Dezembro de 2017, dirige o Museu Nacional de Arte Contemporânea e a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves.

Representante da European Museum Academy (EMA) em Portugal. Membro do Conselho Consultivo BAC. Investigadora integrada do IHA/FSCH/NOVA e investigadora associada ao projecto Social Sciences and Humanities Research Council (University of Victoria, British Columbia, Canadá), e ao CIEG/ISCSP-ULisboa.

Tem dezenas de livros publicados, e centenas de textos de catálogo com investigação sobre museus, educação pela arte, arte e artistas portugueses, entradas de dicionários, e capítulos de livros nacionais e internacionais sobre temas de arte.

 

JOAQUIM OLIVEIRA CAETANO

Diretor do Museu Nacional de Arte Antiga

Joaquim Oliveira Caetano nasceu em Beja em 1962. É doutorado em História da Arte e conservador da Coleção de Pintura no Museu Nacional de Arte Antiga, onde começou a trabalhar em 1991.

Foi diretor do Museu de Évora e é atualmente diretor do Museu Nacional de Arte Antiga. 

É autor de dezenas de artigos e livros sobre história da arte portuguesa e europeia, sobretudo acerca da pintura do período moderno, e foi comissário de várias exposições em Portugal e em Espanha.

 

NUNO FARIA

Diretor e Curador da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva

Nuno Faria (Lisboa, 1971), é professor Adjunto na Escola Superior de Design das Caldas da Rainha (Instituto Politécnico de Leiria). Trabalhou no Instituto de Arte Contemporânea do Ministério da Cultura de Portugal (1997-2003), onde foi Subdirector (2001-2003) e na Fundação Calouste Gulbenkian (2003-2009), onde foi Consultor do Serviço de Belas-Artes e curador residente.

Viveu e trabalhou no Algarve entre 2007 e 2012, onde fundou (em Loulé, em 2009) o projeto Mobilehome – Escola de Arte Nómada, Experimental e Independente.

Foi Diretor Artístico do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, em Guimarães (2013-2019) e do Museu da Cidade do Porto (2019-2022).

Foi nomeado recentemente Diretor da Fundação e Museu Arpad Szenes — Vieira da Silva.

 

RITA LOUGARES

MUSEUM CHIEF CURATOR no Museu de Arte Contemporânea /CCB 

Licenciada em história, com pós-graduação e mestrado em Conservação e Museologia.   

Desde março de 1993, desempenhou o cargo de Conservadora no Centro Cultural de Belém em Lisboa, primeiro no Centro de Exposições e a partir de 1 de junho de 2007, com a cedência deste espaço à Coleção Berardo, no Museu Coleção Berardo.

Em abril de 2017 foi nomeada Diretora Artística do Museu Coleção Berardo, cargo que exerceu até à extinção da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea e consequentemente do Museu Coleção Berardo, em dezembro de 2022.  Desde julho de 2023 integrou os quadros da Fundação Centro Cultural de Belém, coma as funções de Museum Chief Curator.

Nestes últimos 31 anos adquiriu e desenvolveu uma experiência profissional apreciável em museologia, nomeadamente nas áreas de conservação, produção e organização de exposições de arte moderna e contemporânea, na coordenação de equipas e projetos, bem como em muitas outras áreas ligadas à gestão de um museu. Realizou inúmeros projetos de curadoria ligados ao acervo da Coleção Berardo.

Durante este longo período teve igualmente oportunidade de estabelecer contacto com inúmeros artistas e instituições, nacionais e estrangeiras. Teve oportunidade de viajar e estabelecer contactos e parcerias com diversas instituições internacionais.

 

SALVATO TELES DE MENEZES

Presidente do Conselho Diretivo e Administrador-Delegado da Fundação D.  Luís I

Licenciado em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, obtém posteriormente o doutoramento nos Estados Unidos em English Studies.

Co-fundador e diretor do Festival Internacional de Cinema de Troia, adjunto da Coordenadora do Secretariado Nacional para o Audiovisual, Vice-Presidente e Presidente do Instituto Português da Arte Cinematográfica e Audiovisual. Foi membro do Conselho de Opinião da RTP, adjunto do Secretário de Estado da Cultura (2003-2004).

Fez parte de vários Júris da Associação Portuguesa de Escritores, do Internacional do Festival de Cinema de Istambul, do Festival de Cinema Jove de Valência, do Festival de Cinema Latino de Chicago.

Atualmente, é Presidente do Conselho Diretivo e Administrador-Delegado da Fundação D. Luís I, sendo ainda membro do Consejo Asesor da Fundación Duques de Soria.

Autor de vários livros de ensaio e de poesia, traduziu obras, por exemplo, de Jorge Luis Borges, Vargas Llosa, J. D. Salinger, Javier Marías, Th. Pynchon, V. Nabokov, W. Burroughs, Cabrera Infante, Foster Wallace e S. Bellow.

Embaixador

LEONEL MOURA

Leonel Moura é um artista pioneiro na aplicação da Robótica e da Inteligência Artificial na arte. Desde o princípio do século criou vários robots pintores, dos quais, RAP (Robotic Action Painter), se encontra no Museu de História Natural de Nova Iorque.

Outras obras incluem instalações interativas, arte generativa, 3D, Realidade Aumentada, pinturas e esculturas de “enxame” e a peça de Teatro RUR de Karel Capek, com 3 robots atores, estreada em São Paulo em 2010.

O Robotarium, inaugurado em 2007, descrito como um zoo para robots, foi o primeiro do género no mundo.

Recentemente, participou na exposição “Artistes & Robots” no Grand Palais em Paris e na mostra “Imaterial / Re-material: A Brief History of Computing Art” no Museu UCCA em Pequim. Atualmente prepara uma exposição no novo Museu “Art Futures” na Arábia Saudita.

É autor de vários livros sobre Arte e Ciência.

Em 2009 foi nomeado Embaixador Europeu para a Criatividade e Inovação pela Comissão Europeia.

FAQs

Quando posso candidatar-me?

As candidaturas iniciam-se no dia 16 de outubro de 2024 pelas 00h01 e terminam às 24h GMT do dia 27 de novembro de 2024.

Quem se pode candidatar?

O “Prémio A Arte Chegou ao Colombo” destina-se a artistas emergentes, maiores de 18 anos, de forma individual ou organizados em grupo. Podem participar cidadãos portugueses ou residentes em Portugal.

Existe algum fee de participação?

Não, a candidatura é gratuita.

É possível apresentar mais do que uma proposta?

Não. Cada candidato só pode apresentar uma proposta.

Posso candidatar-me individualmente e em grupo?

Sim, desde que não seja o responsável pela proposta do grupo. Cada proposta é associada a um número de contribuinte.

Como me candidato?

A proposta terá de ser submetida em formato digital no sítio da internet (link), na secção “Participar”. É necessário efetuar o registo, preencher o formulário e fazer o upload da proposta (num máximo de 10MB).

A organização pode recusar propostas?

Sim, sempre que haja falhas no preenchimento da candidatura, que a candidatura não cumpra os requisitos em regulamento ou que a proposta apresente conteúdos inadequados.

Ver regulamento aqui.

Quais os requisitos para as propostas?

As propostas têm de obedecer à temática do Prémio, bem como aos requisitos de originalidade, criatividade, autoria e licitude descritos no Regulamento.

Como é feita a seleção das candidaturas?

A seleção dos 10 finalistas é realizada pelo Júri. O vencedor será a proposta mais votada pelo público e pelo júri, com um peso respetivo de 40% e 60% no apuramento do resultado final.

Quais são os critérios de avaliação?

O Júri baseará a sua avaliação nos critérios de originalidade e criatividade, percurso artístico, domínio técnico, bem como, na interpretação do tema proposto.

Como posso votar?

Online, no sítio https://www.colombo.pt/artecolombo entre 22 de fevereiro e 24 de março de 2025. Cada pessoa pode votar 1 vez em cada proposta.

Quando posso votar?

A votação do público estará aberta entre 22 de fevereiro e 24 de março de 2025.

Posso ver as obras finalistas ao vivo?

Sim, na exposição de finalistas a decorrer no Museu de Arte Contemporânea (MNAC), entre 22 de fevereiro e 30 de março 2025.

O que recebem os finalistas?

Os finalistas do Prémio terão direito a uma verba monetária no valor de €1.000 cada, acrescidos de IVA, para apoio à produção do trabalho e sua apresentação na exposição de finalistas.

O que recebe o vencedor?

A proposta vencedora do Prémio de Aquisição receberá um valor monetário de €10.000, acrescido de IVA. Ver mais em Prémio.

Como posso esclarecer outras dúvidas?

É aconselhável que todos os candidatos leiam atentamente o Regulamento do prémio aqui. Em caso de alguma dúvida extra deverão contactar diretamente a organização através do endereço eletrónico marketing@colombo.pt . 

Prémio

O vencedor do Prémio receberá um prémio monetário no valor de €10.000 (dez mil euros), acrescidos de IVA.

Os 10 finalistas serão divulgados e publicitados no sítio da internet e redes sociais do Centro Colombo, e serão convidados a participar na exposição de finalistas a decorrer no Museu de Arte Contemporânea (MNAC) entre 22 de fevereiro e 30 de março 2025. Cada finalista selecionado, individual ou coletivo, receberá uma verba de € 1.000 (mil euros), acrescidos de IVA, para apoio à produção do trabalho a apresentar na exposição.

O Júri poderá, ainda, atribuir uma menção honrosa a outro(s) candidato(s), não sendo, contudo, atribuído a este qualquer prémio com valor monetário.

Participar

A sua proposta deverá levar em atenção a temática do concurso “A Era da Inteligência Artificial”, respeitando a imagem e os valores associados ao Centro Colombo e aos parceiros institucionais.

Para submeter a sua candidatura terá de realizar os seguintes passos:

  1. Consultar previamente o regulamento de Prémio (aqui)
  2. Aceder o formulário de candidatura (aqui);
  3. Preencher os dados do candidato / grupo;
  4. Fazer o upload da proposta, acompanhada de imagens do trabalho, uma memória descritiva que fundamenta a ligação do trabalho com a temática do Prémio, uma breve biografia, bem como outros elementos que permitam o melhor conhecimento do autor e da sua atividade artística.
  5. Submeter a candidatura e aguardar a aprovação da mesma

 

Contactos

 

E-MAIL: marketing@colombo.pt

Parceiros

 

 

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