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CARRY ME

1970

A década do mau gosto

 

Na década de 1970, a moda continuava colorida e variada. A etnicidade inspirou muitos designers: Yves Saint Laurent desfilou modelos de estilo românico nas passerelles, enquanto e princesa orientar emergiu em Londres. Nos Estados Unidos da América, a camurça, as franjas e pérolas eram os elementos “It”.

Nascia o glam rock que enfatizava a aparência do artista. David Bowie, que não se vestia nem de homem, nem de mulher, é talvez o cantor andrógeno mais icónico da época. Os elementos da moda disco incluíam micro shorts de cetim, decotes profundos e vestidos justos feitos de tecidos reflexivos.

Grandes casas de moda como Chanel, Gucci e Prada começaram a lançar no mercado malas compatíveis com as suas últimas coleções. Eram coloridas, altamente texturizadas e tinham muitos fechos-éclair. As malas eram especificamente desenhadas para mulheres independentes e confiantes.

“A beleza não conhece fronteiras, o design não tem ponto de saturação.”

— Salvatore Ferragamo

 

1980

A década dos Yuppies

Nos anos 1980, o rearmamento desacelerou e a Guerra Fria começou a desvanecer-se. Computadores e equipamentos eletrónicos tornaram-se parte integrante da vida diária, com CDs, dispositivos VHS e computadores pessoais nas casas. O estilo hippie deu lugar aos yuppies, que perseguiam riqueza e poder, exibindo o seu sucesso. Michael Jackson tornou-se um ícone pop, e designers como Versace, Galliano e Gaultier transformaram-se em super-estrelas, influenciando a moda global com estilos luxuosos.

O boom económico e os media moldaram as tendências, popularizando blazers grandes, tons pastel, jeans de cintura alta e leggings de cores vibrantes. As malas tornaram-se acessórios de moda cruciais, com marcas de alta qualidade sendo particularmente cobiçadas.

“Criei malas malucas, menos malucas e muito malucas. Devem ter algo estranho.”

— Judith Leiber

 

O Picasso das malas

Judith Leiber cresceu em Budapeste, onde se formou como fabricante de malas. Após a II Guerra Mundial, emigrou para os Estados Unidos. O seu primeiro emprego numa fábrica de malas baratas deixou a designer altamente ambiciosa e insatisfeita. Mudou de emprego várias vezes antes de fundar sua própria empresa em 1963.

As malas femininas e elegantes de Leiber, em cetim e couro envernizado, são pequenas obras de arte. O seu estilo distinto surgiu por acaso: ao tentar esconder erros com pedras de strass, numa mala de noite bordada a ouro, acidentalmente criou a sua extremamente popular mala, a Chatelain (=a senhora do castelo). Leiber interessava-se por formas distintas e a sua produção é rica em animais, frutas, flores e doces adornados com cristais Swarovski. Uma mala inspirada no ovo de Páscoa de Fabérge tornou-se popular entre muitas das maiores estrelas do mundo. Durante a sua longa carreira, Judith Leiber desenhou mais de 3.000 malas diferentes até 1998. A marca continua a supreender com as criações de novos designs.

Informação Técnica

 

CARRY ME. 100 ANOS DE MALAS

Exposição a decorrer entre 10 de setembro e 25 de outubro de 2024

Localizada na Praça Central do Centro Colombo, Lisboa

Horário de abertura: 2ª-feira a domingo, das 10h00 às 24h00

 

ORGANIZAÇÃO

Centro Colombo

 

COLEÇÃO

Expona – Museum Exhibition Network

 

CURADORIA

Marjo Riitta Saloniemi, Günther Fulterer, Alex Susanna

 

EMBAIXADOR

Valentim Quaresma

 

CONCEITO CRIATIVO & PRODUÇÃO EXECUTIVA

State of the Art (SOTA)

 

COORDENAÇÃO

Comediarting

 

PROJETO DE ARQUITETURA

Diogo Aguiar Studio

 

DIREÇÃO CRIATIVA MULTIMÉDIA

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