Os seus serviços ativos
Consulte ou cancele os seus serviços.

“Medusa” por Nicoleta Sadulescu

Descritivo da obra

“Medusa” é um reflexo da inquietação diante do desconhecido. Na era da Inteligência Artificial, sistemas inteligentes adaptam-se e tornam-se cada vez mais autónomos, fluídos e imprevisíveis.

No cerne da obra, a medusa, com sua flexibilidade biológica, torna-se o arquétipo de uma inteligência em constante metamorfose. Tal como a IA (com a sua flexibilidade algorítmica), as medusas se adaptam às novas realidades que o ambiente impõe, evoluem, moldadas pelas experiências e pelos fluxos de informações que as atravessam.

A Medusa, em sua essência, é uma figura de conflito interno. A sua natureza mutável espelha a evolução da IA, que, embora capaz de promover avanços, pode também desencadear consequências imprevisíveis levantando questões éticas, impactando mercados de trabalho, podendo alterar a dinâmica social e económica. Quando se torna autónoma, a IA pode nos escapar, assim como uma população de medusas descontroladas pode devastar ecossistemas marinhos.

A figura mitológica da Medusa foi capturada no seu momento de transformação extrema, com uma expressão de horror e conflito, acentuando a tensão entre a beleza e a ameaça inerente à sua natureza.

Essa imagem icónica, de intensa dramaticidade, inspira a ideia de que “Medusa”, em sua dualidade, é o reflexo de nossa própria condição diante da evolução do artificial, uma força que se adapta e se expande, incontrolável, ao mesmo tempo bela e ameaçadora. As perguntas que lança são: até onde a flexibilidade desses sistemas pode nos levar? Até onde podemos acompanhar esse fluxo sem nos perdermos na metamorfose que ele exige?

Esta obra é um convite a mergulhar nas águas profundas da incerteza e do abismo. O negro-o terreno fértil do desconhecido – reflete as incertezas da evolução da IA, enquanto a luz, simboliza o potencial de adaptação e transformação, a inteligência invisível que emerge de sistemas que começam a operar longe da intervenção humana.

Sobre Nicoleta Sadulescu

Moldávia, 1994. Vive e estuda em Lisboa. 2017 / 2020 – Mestrado em Pintura. Belas-Artes da Universidade de Lisboa. 2017 – Exposição individual de desenho – Singularidade Múltipla – Sintra, MUSA; 2017 – Exposição individual de gravura – Gravura Bichos e Engenhos – Lisboa, Faculdade de Belas Artes; 2018 – Art Madrid ‘18 – Madrid, Galeria Arte Periférica; 2018 – Exposição coletiva – Desenho(s) em Construção – Lisboa, Galeria da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior; 2019 – O Chiado, o Carmo e o Coração das Trevas: Artes na Esfera Pública – Lisboa, Cuenca, Lódz, Paris; 2019 – Exposição de Gravura Contemporânea – Sulcos e Linhas de Água no Vale do Côa – Lisboa, Museu Arqueológico do Carmo; 2020 – Exposição individual de pintura – Múltipla Singularidade – Galeria Arte Periférica, Lisboa; 2020 – Feira Drawing Room – Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Galeria Arte Periferica; 2022 – 9ª edição da Bienal Internacional de Arte de Pequim; 2022 – Chiado, Carmo, Paris. Soirée chez lui. Desassossego e apropriação – Jardim de Esculturas do Museu Nacional de Arte Contemporânea. Prémios e Distinções: 2017 – 1ºPrémio da 2.ª edição do Prémio Paula Rego – Cascais; 2019 – Finalista Prémio Arte Emergente Fundação Millennium bcp, JustLX; 2020 – Prémio Aquisição, XXI Bienal Internacional de Cerveira; 2020 – 1º Prémio no Concurso Amália um Olhar Contemporâneo – Galeria António Prates, Lisboa; 2021 – 1ºPrémio de Fotografia – Sintra, MUSA.