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CARRY ME
1920 – 1940
NOVA MULHER, NOVAS IDEIAS

Após a I Guerra Mundial, os Loucos Anos 20 trouxeram modernização, tecnologia e cor. A economia estava em alta, permitindo que até os empregados de escritório investissem em moda e entretenimento. As estrelas de cinema tornaram-se ícones de estilo, e a nova mulher desafiava os valores antigos trabalhando, fumando, cortando o cabelo e dançando em clubes.

As malas tornaram-se acessórios de moda essenciais, muitas vezes feitas de materiais sintéticos devido à escassez de couro. Os estilos populares incluíam malas envelope, malas de rede em estilo Art Déco e malas de tecido Dorothy com missangas. A invenção do fecho-éclair pela Marinha dos EUA também revolucionou o design das malas, tornando-as maiores e mais seguras.

A recessão dos anos 1930 tornou o dinheiro escasso e as matérias-primas eram de baixa qualidade, mas as malas ainda visavam o luxo. Esta tendência persistiu até à década de 1940, quando surgiram as primeiras malas a tiracolo.

“Glamour é o que eu vendo, são as minhas ações na bolsa de valores.”

— Marlene Dietrich

 

O declínio da moda

Após a II Guerra Mundial, a moda ficou estagnada de ambos os lados do oceano. Comparado com o estilo provocador dos anos 1920 e 30, de um modo geral, até poder-se-ia considerar como sombria. As mulheres também estiveram envolvidas no esforço de guerra: eram necessárias nas fábricas, nos hospitais e na frente de batalha. Acima de tudo, as roupas precisavam de ser práticas. O estilo era ousado e inspirava confiança. Uns toques masculinos eram enfatizados com ombreiras. As malas eram mais ousadas e maiores do que antes. A funcionalidade imperava neste período e, graças às alças de transporte mais longas, as mãos ficavam livres para realizar outras tarefas.

Whiting e Davis

Conhecida pelas suas malas de malha metálica, a Whiting & Davis iniciou o seu negócio nos Estados Unidos em 1876. A empresa originalmente fabricava joias e botões de punho, expandindo para o fabrico de malas artesanais em 1892. Em 1912, Charles Whiting inventou uma máquina que poderia ligar 400.000 anéis de metal por dia. Como resultado, os preços caíram e as malas tornaram-se muito populares. Entre 1912 e 1925, essas malas forradas a seda eram feitas de prata esterlina e os seus fechos eram decorados com diversas gravuras e jóias.

Em 1926, a empresa era a maior do mundo no seu ramo. Graças ao designer francês Paul Poiret, as malas também ganharam popularidade entre as socialites. As malas Whiting & Davis continuam a brilhar no tapete vermelho e nas telas de cinema. São também muito procuradas como objetos de coleção. Na década de 1950, Jane Russell brilhou na cerimónia de estreia de um filme com o primeiro vestido feito em metal dourado (pesava 10 kg). Nos anos 70, tops de metal sem costas com malas a condizer animavam as pistas de dança das discotecas.

Informação Técnica

 

CARRY ME. 100 ANOS DE MALAS

Exposição a decorrer entre 10 de setembro e 25 de outubro de 2024

Localizada na Praça Central do Centro Colombo, Lisboa

Horário de abertura: 2ª-feira a domingo, das 10h00 às 24h00

 

ORGANIZAÇÃO

Centro Colombo

 

COLEÇÃO

Expona – Museum Exhibition Network

 

CURADORIA

Marjo Riitta Saloniemi, Günther Fulterer, Alex Susanna

 

EMBAIXADOR

Valentim Quaresma

 

CONCEITO CRIATIVO & PRODUÇÃO EXECUTIVA

State of the Art (SOTA)

 

COORDENAÇÃO

Comediarting

 

PROJETO DE ARQUITETURA

Diogo Aguiar Studio

 

DIREÇÃO CRIATIVA MULTIMÉDIA

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